O grupo terrorista Estado Islâmico reivindicou, na última sexta-feira, a responsabilidade por um ataque suicida que atingiu uma mesquita da comunidade muçulmana xiita em Islamabad, capital do Paquistão, resultando na morte de pelo menos 31 pessoas. Este incidente marca o ataque mais mortal desse tipo na capital paquistanesa em mais de uma década, evidenciando a crescente onda de violência sectária no país. O Estado Islâmico, que se originou na região do Oriente Médio, especialmente no Iraque e na Síria, rapidamente se destacou ao declarar a criação de um ‘califado’, buscando afirmar seu domínio sobre todos os muçulmanos e substituindo, em grande parte, a influência da Al-Qaeda. Essa organização extremista tem se concentrado em atacar minorias religiosas, como os xiitas, que frequentemente enfrentam perseguições severas em várias partes do mundo islâmico. A situação no Paquistão, onde a comunidade xiita é alvo frequente de ataques, reflete um ambiente de crescente intolerância e violência sectária. A resposta do governo paquistanês a esses ataques tem sido criticada, uma vez que muitos acreditam que a segurança e a proteção das minorias religiosas não estão sendo tratadas com a seriedade necessária. Este ataque traz à tona a urgência de uma abordagem mais eficaz para combater o extremismo e proteger a diversidade religiosa no país.
Fonte: Al‑Monitor












