O governo de São Paulo, sob a liderança de Tarcísio de Freitas, aplicou uma multa de R$ 1,04 bilhão à Fast Shop, após a empresa confessar irregularidades fiscais e o pagamento de R$ 422 milhões em propinas a um auditor fiscal. A penalidade foi estabelecida após um acordo com dois sócios e um diretor executivo da Fast Shop, que se comprometeram a pagar R$ 100 milhões em multas individuais em troca de um acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Gustavo Ungaro Fontenelle, controlador-geral do Estado, ressaltou a importância do MP-SP na coleta de provas que aceleraram a tramitação do caso. Ele afirmou que as investigações resultarão em processos de responsabilização nas próximas semanas, destacando que a rapidez deste caso se deve aos acordos de não persecução penal firmados. O esquema de fraude teve início entre o final de 2020 e o começo de 2021, quando um servidor da Secretaria da Fazenda autorizou restituições de ICMS acima do permitido, favorecendo a Fast Shop. O auditor fiscal envolvido, Artur Gomes da Silva Neto, foi preso e demitido após a descoberta das fraudes. A Fast Shop agora tem um prazo de 30 dias para regularizar o pagamento da multa, que não poderá ser parcelada, além de ser obrigada a publicar sua condenação em um veículo de grande circulação. Fontenelle também comentou sobre as medidas preventivas implementadas pelo governo para evitar novos casos de corrupção, como a redução de produtos sujeitos à substituição tributária e a intensificação da supervisão dos auditores fiscais, além da incorporação de mais 200 auditores à Controladoria-Geral do Estado.
Fonte: Oeste







