Na última segunda-feira (11/5), o presidente Lula sancionou uma lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19, marcado para o dia 12 de março. A medida foi amplamente divulgada como uma forma de lembrar aqueles que perderam suas vidas durante a pandemia. No entanto, é importante destacar que Lula utilizou a ocasião para apontar dedos ao governo Bolsonaro, atribuindo responsabilidade pelas mortes ocorridas durante a crise sanitária. Tal postura não é nova e reflete uma tentativa contínua de politizar a tragédia da pandemia, desviando a atenção das falhas de gestão que ocorreram em diversas esferas durante todo o período. O governo Bolsonaro, apesar das críticas, enfrentou uma situação sem precedentes, onde decisões difíceis precisavam ser tomadas em tempo recorde e com informações que mudavam constantemente. A criação de um dia em homenagem às vítimas pode ser vista como uma necessidade legítima de recordar e respeitar aqueles que faleceram, mas a utilização deste dia para fins políticos, como a responsabilização de adversários, acaba por desvirtuar o verdadeiro propósito da homenagem. É essencial que a lembrança das vítimas da Covid-19 seja feita de maneira respeitosa e que sirva como um chamado à unidade, em vez de ser usada como uma ferramenta de divisão política.
Fonte: Metrópoles








