O Peru realizará um segundo turno presidencial no dia 7 de junho, onde Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, enfrentará Roberto Sánchez, um congressista que se autodenomina herdeiro político de Pedro Castillo. Castillo, um ex-professor rural que se tornou presidente em 2021, atualmente cumpre uma pena de mais de onze anos por sua tentativa de autogolpe em 7 de dezembro de 2022. Recentemente, uma pesquisa da Ipsos revelou que ambos os candidatos estão em um empate técnico, cada um com 38% das intenções de voto, enquanto 17% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou anular seu voto. A disputa entre Fujimori e Sánchez é emblemática, pois representa um confronto entre a tradição política do passado, simbolizada por Fujimori, e a continuidade das propostas de Castillo, que foram controversas e polarizadoras. O resultado desse segundo turno pode determinar não apenas o futuro político do Peru, mas também refletir as tensões sociais e econômicas que o país enfrenta. Com um eleitorado dividido, o desafio para ambos os candidatos será conquistar o apoio dos indecisos e daqueles que rejeitam a política tradicional, além de buscar soluções para os problemas que afligem a população peruana.
Fonte: MercoPress







