A União Europeia (UE) anunciou, nesta terça-feira (12), a exclusão do Brasil de sua lista de países que cumprem as normas sanitárias relacionadas ao uso de antimicrobianos na pecuária. Essa decisão pode resultar em uma perda significativa, com o Brasil em risco de deixar de exportar quase US$ 2 bilhões em carne e produtos de origem animal. A UE é o segundo maior mercado para as carnes brasileiras, ficando atrás apenas da China. Em 2025, o bloco adquiriu 368,1 mil toneladas de produtos brasileiros, totalizando US$ 1,8 bilhão em negócios. No que diz respeito à carne bovina, o Brasil arrecadou US$ 1,048 bilhão, com 128 mil toneladas exportadas, sendo este o produto mais relevante em termos de valor. Além disso, as exportações de carne de frango para a UE atingiram US$ 762 milhões, com um volume de 230 mil toneladas. A justificativa da UE para a exclusão do Brasil é a falta de garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária, substâncias que podem ser usadas para tratar infecções e também como promotores de crescimento. Para retornar à lista e retomar as exportações, o Brasil precisará garantir o cumprimento das exigências da UE, o que envolve monitorar a utilização de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A situação gera preocupação entre os produtores rurais, considerando que a UE é um mercado estratégico para as proteínas animais e que essas exigências podem impactar a rastreabilidade e a certificação sanitária. Recentemente, o Brasil assinou um acordo de livre comércio com os países do Mercosul, mas a exclusão não está diretamente relacionada a esse acordo, sendo uma medida de regulamentação sanitária que pode ser aplicada por qualquer país para assegurar a segurança alimentar de sua população. A decisão da UE reforça a necessidade de os produtos importados atenderem aos mesmos padrões exigidos para os produtos locais.
Fonte: G1







