A montadora japonesa Nissan, com sede em Yokohama, apresentou uma leve redução em suas perdas no ano fiscal encerrado em março, embora ainda esteja no vermelho, impactada por tarifas nos Estados Unidos, inflação e concorrência acirrada. A empresa registrou um prejuízo de 533 bilhões de ienes (aproximadamente US$ 3,4 bilhões), uma melhora em relação aos 670,9 bilhões de ienes em perdas do ano anterior. No entanto, as vendas anuais caíram 5%, totalizando 12 trilhões de ienes (cerca de US$ 76 bilhões). O CEO Ivan Espinosa demonstrou otimismo, afirmando que a Nissan está entrando em um período de crescimento, com “sinais claros” de recuperação. Ele enfatizou a importância de uma gestão rigorosa de custos e uma execução mais ágil de novos produtos para impulsionar vendas e lucratividade. No último trimestre, entre janeiro e março, a montadora teve um prejuízo líquido de 282,9 bilhões de ienes (US$ 1,8 bilhão), em comparação com perdas de 676 bilhões de ienes no mesmo período do ano anterior. Apesar de uma expectativa de melhora nos resultados, a situação financeira da Nissan é considerada uma das piores em anos, levando a cortes de milhares de empregos e à venda de sua sede. A empresa projeta voltar a lucrar no ano fiscal que terminará em março de 2027, com um ganho líquido estimado de 20 bilhões de ienes (US$ 127 milhões). As montadoras japonesas, incluindo a Nissan, enfrentam a forte concorrência das fabricantes chinesas que dominam o mercado asiático, e apesar de tentativas de fusão com a Honda, as negociações não avançaram. As ações da Nissan, que tiveram flutuações significativas no último ano, fecharam em alta de 4%.
Fonte: G1



