O ministro da Agricultura, André de Paula, declarou nesta quarta-feira, 13, que o governo brasileiro, juntamente com o setor privado, tomará “todas as medidas necessárias” para atender às exigências sanitárias impostas pela União Europeia (UE). Recentemente, a UE excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne ao bloco, alegando descumprimento de normas relacionadas ao uso de antibióticos na produção animal. O ministro expressou surpresa com a decisão da UE, afirmando que o Brasil está comprometido em adequar-se às exigências e que não haverá interrupção no fornecimento de proteína animal para o mercado europeu. Durante um evento da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo, ele afirmou: “Fomos surpreendidos pela decisão da UE, pois temos convicção de que as exigências serão atendidas”. Além da carne bovina, a decisão também afetou as exportações de aves, ovos, pescado e mel. O vice-presidente Geraldo Alckmin, presente no mesmo encontro, anunciou que o governo deverá apresentar esclarecimentos técnicos à UE em até 15 dias, rebatendo a resistência de produtores rurais europeus ao acordo entre Mercosul e União Europeia. O impacto econômico da decisão da UE pode atingir até US$ 2 bilhões em vendas, conforme estimativas. O governo brasileiro já havia publicado portarias para alinhar as regras brasileiras às exigências da UE, mas autorizou o uso de estoques de antibióticos até outubro, prazo que supera o limite europeu estipulado para setembro. O presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, Pedro Lupion, criticou a decisão europeia, classificando-a como política e sugerindo que o Brasil pode recorrer à Lei de Reciprocidade caso haja prejuízos ao setor. Ele acredita que a situação pode ser revertida, uma vez que a Europa não consegue prescindir dos produtos brasileiros.
Fonte: Oeste



