A poucos meses das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta críticas de veículos como O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo, que apontam que suas recentes ações têm motivações eleitorais. Em editorial, o Estadão descreveu o programa Brasil Contra o Crime Organizado como uma “peça de marketing” pensada para conquistar votos, sendo lançado no momento inadequado para realmente impactar a segurança pública. O programa, que destina R$ 11 bilhões em investimentos para combater facções criminosas e fortalecer o sistema penitenciário, é considerado insuficiente, com apenas R$ 1 bilhão proveniente do Orçamento da União, enquanto o restante dependerá de financiamentos externos. O jornal ressaltou a falta de coordenação entre os diferentes níveis de governo e instâncias de segurança, enfatizando que a segurança pública não pode ser improvisada e que reformas estruturais demandam tempo e planejamento adequado. Por outro lado, a Folha criticou a revogação da chamada “taxa das blusinhas”, um imposto de 20% sobre importações de até US$ 50, que, segundo o jornal, reflete a disposição do governo em abrir mão da prudência fiscal em nome da corrida eleitoral. A medida, que gerava cerca de R$ 5 bilhões anuais para os cofres federais, foi defendida anteriormente como uma forma de combater fraudes e aumentar a arrecadação. A revogação acontece em um contexto de déficit fiscal que deve chegar a quase R$ 60 bilhões neste ano, levantando questões sobre a responsabilidade fiscal do governo. A Folha ainda comparou essas ações a medidas de gastos excepcionais aprovadas durante a campanha de 2022 pelo então presidente Jair Bolsonaro, sugerindo que a estratégia de Lula pode ser uma repetição de erros passados.
Fonte: Oeste



