Um estudo recente revela que as mulheres negras no Brasil continuam a enfrentar desigualdades significativas em termos de renda e oportunidades no mercado de trabalho. O Índice de Justiça Econômica Racial (IJER), divulgado pela Fundação Grupo Volkswagen em parceria com o Fundo Agbara, mostra que, entre 2016 e 2023, as mulheres negras ganharam, em média, apenas metade da renda dos homens brancos. Em 2016, a renda domiciliar per capita das mulheres negras era de R$ 862,98, enquanto a dos homens brancos chegava a R$ 1.821,55. Em 2023, esses números mudaram pouco, com as mulheres negras recebendo R$ 1.191,66 e os homens brancos R$ 2.381,43. O estudo também destaca que as mulheres brasileiras, em média, recebem 78% da renda dos homens, mas entre as mulheres negras esse percentual cai para 59%. As desigualdades estruturais no mercado de trabalho são evidentes, com as mulheres negras enfrentando maiores taxas de desemprego e informalidade. Apenas 33,3% das mulheres negras tinham emprego com carteira assinada em 2023, o menor percentual entre todos os grupos analisados. Além disso, as mulheres negras concentram-se em trabalhos informais e mal remunerados, refletindo a falta de oportunidades adequadas. Apesar de alguns avanços, como a inclusão de mulheres negras em posições antes inacessíveis, a estrutura de desigualdade racial e de gênero permanece inalterada. O estudo conclui que políticas públicas precisam ser mais específicas e focadas em corrigir as assimetrias históricas que afetam esses grupos. A luta pela equidade deve continuar, com ações que priorizem as mulheres negras e promovam a justiça econômica de forma efetiva.
Fonte: G1



