O Grupo Dolly anunciou a desistência do processo de recuperação judicial iniciado em 2018 e decidiu buscar um novo acordo com seus credores por meio de uma recuperação extrajudicial. A decisão foi tomada na última quarta-feira, 13, após a Justiça permitir que as empresas do grupo apresentassem um novo plano de reestruturação financeira. Essa mudança de estratégia ocorre em um momento crítico, já que o relatório mensal de atividades referente a dezembro de 2025 indicou um prejuízo líquido de R$ 25,8 milhões ao longo do ano. Na recuperação extrajudicial, a empresa tem a possibilidade de negociar diretamente com os credores antes de levar o acordo para homologação judicial, diferente do modelo anterior que abrangia automaticamente todas as dívidas. O advogado do grupo, Edgar Bechera, informou que mais de 60% dos credores já aprovaram a transição para esse novo formato, que promete ser mais vantajoso tanto para a empresa quanto para os credores. A expectativa é que o plano definitivo de reestruturação seja apresentado até o dia 19 deste mês. A crise financeira do Grupo Dolly teve início em 2017, após acusações de sonegação fiscal, o que resultou no bloqueio de bens e contas bancárias dos sócios. Além disso, em março do ano passado, o empresário Laerte Codonho, fundador da marca, foi condenado por crimes ambientais e corrupção, resultando em uma pena de 11 anos e quatro meses de reclusão. Codonho, no entanto, negou as acusações e classificou a sentença como absurda. A situação do grupo é um exemplo claro dos desafios enfrentados por empresas brasileiras em um cenário econômico difícil.
Fonte: Oeste



