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Menos da metade dos ministros do STF divulga suas agendas oficiais

Em um levantamento realizado pelo jornal Gazeta do Povo, foi constatado que apenas quatro dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) divulgaram suas agendas oficiais para os anos de 2025 e 2026. Os ministros que se destacaram na transparência são Edson Fachin, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux, que informaram suas atividades diárias. Em 2025, Luis Roberto Barroso também se juntou a eles, mas a grande maioria, incluindo figuras como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, optou por não divulgar essas informações. A alegação da assessoria do STF é de que tal decisão visa preservar a segurança dos magistrados, embora não haja uma norma que obrigue a divulgação dessas agendas. Essa falta de transparência levanta preocupações em relação à accountability dos ministros, especialmente em um contexto onde a confiança nas instituições está em xeque. O debate sobre a necessidade de maior transparência ganhou força após escândalos que envolvem possíveis conflitos de interesse entre alguns ministros do tribunal. A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de São Paulo, apresentou uma proposta que sugere a obrigatoriedade da atualização das agendas no site oficial do STF, além de tornar públicas as audiências com partes e representantes. A proposta ainda prevê sanções para eventuais descumprimentos, refletindo uma crescente pressão por maior clareza nas atividades dos magistrados. A falta de dados públicos também contrasta com declarações de ministros, como Gilmar Mendes, que afirmou que suas agendas são públicas, uma afirmação que não se sustenta frente à realidade observada no site do STF.

Fonte: Oeste

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