O governo dos Estados Unidos está avaliando a possibilidade de apresentar uma denúncia criminal contra Raúl Castro, ex-líder cubano, em decorrência do ataque aéreo que resultou na derrubada de dois aviões civis do grupo anticastrista “Brothers to the Rescue” em 1996. A informação foi divulgada pela Associated Press. Promotores federais em Miami formaram um grupo especial para reunir evidências contra membros da cúpula do regime cubano, impulsionados pela pressão de republicanos da Flórida que exigem a reabertura do caso. O ataque ocorreu em 26 de fevereiro de 1996, quando caças de combate MiG-29, fabricados na Rússia, lançaram mísseis contra dois aviões Cessna que realizavam voos próximos ao espaço aéreo cubano, com o objetivo de resgatar fugitivos do regime comunista. Uma investigação da Organização Internacional da Aviação Civil concluiu que os aviões eram civis e desarmados no momento do ataque, enquanto um terceiro avião conseguiu escapar. Esse incidente representa um marco nas relações entre os Estados Unidos e o regime cubano, especialmente considerando que, na época, o então presidente Bill Clinton tentava reduzir as tensões com Cuba. O ataque, no entanto, provocou uma forte reação do Congresso americano, resultando na aprovação da Lei Helms-Burton, que endureceu o embargo econômico contra a ilha. Até o momento, apenas um membro da rede de espionagem cubana envolvida no caso foi condenado nos EUA, enquanto outros militares permanecem em Cuba, fora do alcance da Justiça americana. Apesar de Raúl Castro já ter sido investigado nos anos 1990 por suposto envolvimento em tráfico internacional de drogas, o caso não avançou formalmente na justiça.
Fonte: Oeste



