Em uma pesquisa realizada em 2021 pelo Institute of Economic Affairs no Reino Unido, foi revelada uma alarmante desconexão entre os ideais da Geração Z e dos millennials em relação ao socialismo e ao capitalismo. Os jovens entrevistados demonstraram dificuldade em distinguir entre as propostas socialistas e as liberdades e benefícios proporcionados pelo livre mercado. Eles se mostram defensores de uma igualdade romântica socialista, enquanto ao mesmo tempo se beneficiam das vantagens do capitalismo, criando uma contraditória fusão entre as ideologias. Essa geração, que clama por liberdade individual, idolatra um Estado opressivo, sem perceber que o dinheiro que consomem não surge magicamente de uma impressora. Essa confusão é alimentada por uma educação que prioriza discursos ideológicos, como os de Judith Butler, que afirmam que a realidade é moldada pela linguagem e não por fatos observáveis. Isso resulta em jovens que pensam que é possível salvar a Amazônia apenas tuitando de suas camas. A realidade é que muitos deles, como influenciadores, criticam o capitalismo de seus luxuosos apartamentos, revelando uma hipocrisia gritante. Essa desconexão cognitiva, ao invés de ser encarada como uma anomalia, é celebrada pela mídia como engajamento social. A Geração Z se vê como revolucionária, mas suas ações muitas vezes são realizadas com o conforto das tecnologias que o capitalismo proporciona. Essa contradição é uma evidência do fracasso do progressismo em formar uma consciência crítica real entre os jovens, que se tornam marionetes de um discurso desconectado da realidade econômica e social que habitam.
Fonte: Oeste



