Neste sábado, 16, apoiadores do ex-presidente boliviano Evo Morales invadiram o aeroporto de Chimoré, localizado na região do Trópico de Cochabamba. O ato foi uma tentativa de impedir a prisão do político de esquerda, que enfrenta três mandados de detenção expedidos pela Justiça boliviana. O líder dos manifestantes, Teófilo Sánchez, declarou que as bases estão dispostas a defender seu líder a qualquer custo, mesmo que isso signifique colocar vidas em risco. Para isso, o grupo bloqueou a pista com pedras, galhos e outros objetos para obstruir pousos de aeronaves.
Evo Morales, que nega as acusações de crimes graves, incluindo estupro e tráfico de pessoas, alega que há um plano internacional para sua captura, envolvendo a agência antidrogas dos Estados Unidos. Essa crise já dura 16 dias, com grupos radicais bloqueando estradas e isolando a capital, La Paz, resultando em escassez de alimentos, medicamentos e combustíveis. A situação se agrava com a falta de oxigênio nos hospitais e a morte de pelo menos três mulheres devido à ineficiência no atendimento médico.
O governo boliviano, por sua vez, acusa Morales de tentar desestabilizar a democracia e de estar envolvido no financiamento do narcotráfico. Durante os protestos, a polícia foi alvo de ataques com explosivos por parte dos manifestantes, especialmente nas áreas rurais. Em resposta, o governo mobilizou 3,5 mil policiais e militares para restaurar a ordem e garantir o abastecimento básico no país, resultando na prisão de 57 pessoas durante os confrontos.
Fonte: Oeste



