Na noite de sexta-feira, 15, dois integrantes da campanha do candidato de direita Abelardo de la Espriella foram emboscados e assassinados em uma região rural do departamento de Meta, na Colômbia, a poucos dias das eleições presidenciais agendadas para 31 de maio. A Defensoria do Povo da Colômbia classificou este incidente como “extremamente grave e preocupante”, destacando a rotina de violência que permeia o país. A Colômbia, que ainda carrega as marcas da era de Pablo Escobar, agora enfrenta uma nova dinâmica, mas com problemas semelhantes: o controle do território por grupos terroristas, o financiamento da política através do tráfico de drogas e a eliminação física de adversários políticos. O legado de Escobar foi herdado pelas Farc, que, com a astúcia de transformar o narcotráfico em uma causa ideológica, conseguiram legitimar suas operações sob uma fachada revolucionária. O Foro de São Paulo, fundado por Fidel Castro e Lula, acolheu as Farc, garantindo-lhes um status de interlocutores políticos legítimos, apesar de seus vínculos com o narcotráfico. O departamento de Meta, onde ocorreram os assassinatos, é um antigo reduto das Farc e um dos principais corredores de tráfico de cocaína do país. Apesar do acordo de paz de 2016 que declarou as Farc como “extintas”, dissidências continuam a operar, com a suspeita de estarem por trás de assassinatos de candidatos de direita, o que não é uma novidade na América Latina. O socialismo do século 21, ao prometer uma nova ordem na região, acabou por entrelaçar a política com o crime organizado, como evidenciado por grupos no Brasil, como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, que continuam a agir impunemente sob a atual administração. Assim, a Colômbia se torna um exemplo emblemático do narcossocialismo que, infelizmente, não é um caso isolado na América Latina.
Fonte: Oeste



