O Banco Central do Brasil divulgou nesta segunda-feira (18) que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), cresceu 1,3% no primeiro trimestre de 2026. Este resultado foi ajustado sazonalmente, permitindo uma comparação mais precisa com o quarto trimestre de 2025, que havia registrado uma expansão mais modesta de 0,37%. Essa alta no IBC-Br marca o segundo resultado positivo consecutivo, após uma retração de -0,82% no terceiro trimestre de 2025. É importante destacar que este é o maior crescimento desde o terceiro trimestre de 2024, quando o indicador teve uma alta de 1,42%. Todos os setores da economia mostraram crescimento, com destaque para a indústria, que apresentou um aumento de 1,3%. A agropecuária e os serviços também registraram crescimento, ambos com uma alta de 1%. O PIB, que reflete a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, é um indicador crucial para medir a evolução econômica. Além disso, o crescimento ocorre em um ano eleitoral, quando o governo federal tomou medidas como a isenção do Imposto de Renda para rendimentos até R$ 5 mil e a liberação de recursos do FGTS, além de linhas de crédito mais acessíveis. Apesar do bom desempenho inicial, o mercado financeiro projeta uma desaceleração da economia ao longo de 2026, com estimativa de crescimento de 1,86%, inferior aos 2,3% registrados no ano anterior. O Banco Central já sinalizou que essa desaceleração faz parte de uma estratégia para controlar a inflação no país, mantendo o chamado ‘hiato do produto’ positivo, o que indica que a economia opera acima do seu potencial sem pressionar os preços.
Fonte: G1



