Os economistas do mercado financeiro elevaram novamente sua projeção para a inflação em 2026, marcando a décima semana consecutiva de aumento. As novas expectativas foram divulgadas no “Boletim Focus” do Banco Central, que realizou uma pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na última semana. Em meio a incertezas econômicas, a guerra no Oriente Médio provocou um aumento significativo no preço do petróleo, que ultrapassou a marca de US$ 110, e isso pode ter um impacto direto na inflação brasileira, especialmente através do aumento dos combustíveis. Para 2026, a previsão de inflação subiu de 4,91% para 4,92%, enquanto para 2027 a expectativa permaneceu estável em 4%. Para 2028, a estimativa subiu de 3,64% para 3,65%, e para 2029 a projeção se manteve em 3,50%. Desde 2025, o Brasil adotou um sistema de meta contínua, buscando manter a inflação em torno de 3%, com uma margem que varia entre 1,50% e 4,50%. É importante destacar que um aumento na inflação prejudica diretamente o poder de compra da população, especialmente dos mais pobres, que sentem o impacto do aumento nos preços sem a devida correção salarial. Embora a projeção de inflação tenha aumentado, o mercado financeiro ainda acredita na possibilidade de cortes nos juros, embora a estimativa para a taxa Selic ao final de 2026 tenha subido de 13% para 13,25% ao ano, indicando uma redução menos acentuada. Atualmente, a taxa está em 14,50% ao ano, após dois cortes realizados neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção da Selic permanece em 11,25% ao ano, e para 2028, continua em 10% ao ano. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 foi mantida em 1,85%, enquanto a projeção para 2027 subiu levemente de 1,76% para 1,77%. A taxa de câmbio também foi avaliada, com a expectativa dos economistas para o fim deste ano permanecendo em R$ 5,20 por dólar e uma leve queda para R$ 5,27 por dólar em 2027.
Fonte: G1



