A senadora Damares Alves, do Republicanos-DF, acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) para investigar possíveis falhas na gestão de vacinas e medicamentos pelo Ministério da Saúde. O pedido, protocolado no dia 15, visa obter informações detalhadas sobre o desperdício de imunizantes que resultaram em prejuízos superiores a R$ 260 milhões devido a lotes vencidos da CoronaVac. No ofício enviado ao presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, Damares solicita não apenas o relatório da auditoria, mas também toda a documentação pertinente, incluindo pareceres técnicos e registros de oitivas. A senadora argumenta que a apuração deve ser ampliada para incluir outros itens críticos sob responsabilidade do governo federal. Damares ressalta a necessidade de investigar estoques de medicamentos de alto custo e insumos sensíveis à temperatura, sugerindo que as falhas podem indicar problemas estruturais persistentes na gestão logística da saúde pública, e não simplesmente um erro isolado. A auditoria anterior já revelou que a lentidão na aquisição de vacinas pelo Ministério da Saúde resultou em um desperdício significativo. De acordo com o levantamento, as negociações lentas foram fundamentais para a perda dos imunizantes, que foram recebidos pelo governo em outubro de 2023, mas já estavam com risco de vencimento. O Instituto Butantan havia alertado o ministério sobre o perigo do vencimento das doses, mas a paralisação nas negociações durou de fevereiro a setembro. O atual ministério atribui o desperdício à gestão anterior, liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, e afirma que os procedimentos seguidos estavam de acordo com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). O ministro Bruno Dantas, que é o relator do caso no TCU, decidiu aprofundar a investigação sobre servidores subordinados à pasta, mas a ex-ministra Nísia Trindade não foi incluída na lista de investigados, pois não há evidências que comprovem seu envolvimento direto no atraso que levou ao desperdício.
Fonte: Oeste



