Uma pesquisa recente divulgada pela AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, revela que 91,5% dos brasileiros acreditam que facções criminosas dominam tanto a política quanto o sistema de Justiça no Brasil. Este dado alarmante indica que, a cada dez brasileiros, mais de nove sentem que estão sob a influência do crime organizado. A declaração do presidente da Unafisco, que afirmou ser menos arriscado investigar membros do PCC do que autoridades da República, ilustra a gravidade da situação. Para muitos, o crime organizado não é apenas um problema de segurança, mas uma variável que permeia as instituições do Estado. A ideia de que instituições republicanas estão sob ataque é frequentemente desconsiderada por aqueles que, em suas posições de poder, preferem rotular a preocupação popular como um delírio gerado por ‘fake news’. No entanto, a percepção de que a criminalidade se infiltrou nas estruturas do governo é amplamente reconhecida pela população. Ao longo dos anos, o que se observa é um Estado que parece favorecer os criminosos, enquanto o cidadão de bem é deixado à mercê da insegurança. Este cenário se agrava com uma cultura que, em vez de reprimir, romantiza o crime e demoniza a repressão. Quando a maioria da população afirma que facções criminosas influenciam os altos postos da República, não é apenas uma expressão de medo, mas um alerta sobre a infiltração de interesses criminosos nas instituições que deveriam proteger a sociedade. O povo brasileiro está atento e, em muitos aspectos, sua intuição sobre a deterioração da ordem pública está à frente das análises teóricas, refletindo uma realidade preocupante que precisa ser enfrentada com seriedade e urgência.
Fonte: Oeste












