No dia 8 de março de 2026, em San Luis Potosí, México, manifestantes protagonizaram um ato de violência que vai além da defesa dos direitos das mulheres. Utilizando cordas, eles derrubaram uma cruz histórica da fachada do Templo de la Compañía, um edifício do século XVII. Durante o tumulto, portas foram incendiadas e fachadas vandalizadas, enquanto fiéis formavam cadeias humanas ao redor de igrejas em várias cidades para protegê-las. Esse tipo de cena não é um mero desvio de comportamento, mas sim a expressão de uma ideologia que busca subverter a ordem moral e social estabelecida. O feminismo radical, em suas vertentes mais extremas, não se limita a reivindicações legítimas, mas ataca as estruturas que sustentam a sociedade. Essa ideologia vê a religião como dominação e a família como opressão, o que justifica ações violentas contra símbolos religiosos.
O Brasil, por sua vez, não é uma exceção a essa onda ideológica. Em 24 de março de 2026, o Senado Federal aprovou o PL 896/2023, conhecido como PL da Misoginia, que inclui a ‘misoginia’ como crime de preconceito. O projeto, que foi aprovado por unanimidade, define a misoginia de forma subjetiva, permitindo a criminalização de discursos e a imposição de penas severas. Essa abordagem gera preocupação, pois pode ser utilizada para silenciar críticas à ideologia de gênero e enfraquecer a defesa da família tradicional. O deputado Nikolas Ferreira criticou a proposta, alertando para os perigos de uma lei que pode transformar sentimentos em crimes.
Os eventos no México e a aprovação desse projeto no Brasil mostram um padrão alarmante: uma tentativa de destruir símbolos e silenciar vozes que defendem a moralidade tradicional. A cruz arrancada no México e a caneta que aprova leis no Brasil são expressões de uma mesma ideologia que busca não apenas mudar a sociedade, mas ocupar o espaço espiritual que sustenta essa sociedade. Quando a reverência aos símbolos e valores é destruída, a sociedade corre o risco de colapsar sob o peso de sua própria negação.
Fonte: Oeste






