No cenário atual da mídia, a teoria do ‘lunático’ já não se sustenta. A credibilidade das informações não se baseia mais em exibições episódicas de volatilidade, mas sim na coerência entre instituições e na consistência das informações ao longo do tempo. Isso significa que, para que uma mensagem seja considerada confiável, ela deve ser alinhada com as práticas e valores das instituições que a divulgam. A confiança do público é construída através da repetição de narrativas que se mantêm estáveis e que são corroboradas por diferentes fontes confiáveis. Portanto, a desordem e a falta de clareza podem comprometer a percepção pública, levando a uma diminuição da credibilidade. Esse novo paradigma exige que os comunicadores e as instituições se esforcem para manter uma linha clara e consistente, evitando oscilações dramáticas que possam gerar desconfiança. Assim, a nova dinâmica da mídia pede uma abordagem mais responsável e reflexiva, onde a verdade é determinada não apenas pela intensidade do discurso, mas pela sua capacidade de se sustentar ao longo do tempo, respeitando a lógica e a razão. A construção da credibilidade, portanto, passa a ser um esforço coletivo que deve ser constantemente alimentado por práticas transparentes e éticas.
Fonte: The Hill








