Dois acadêmicos de instituições de ensino superior nos Estados Unidos se afastaram de suas funções de liderança após terem seus nomes vinculados a documentos relacionados a Jeffrey Epstein. As renúncias ocorreram nas universidades de Columbia e Harvard. Richard Axel, laureado com o Prêmio Nobel de Medicina em 2004, decidiu deixar a direção do Instituto Zuckerman em Columbia, após admitir que era amigo de Epstein desde 2010 e que visitou sua ilha particular. Em um comunicado, Axel pediu desculpas e reconheceu que cometeu ‘erros de julgamento’. A universidade afirmou que não existem evidências de violação de suas políticas ou da lei, mas aceitou sua renúncia. Por outro lado, Larry Summers, ex-secretário do Tesouro dos EUA e ex-presidente de Harvard, anunciou sua aposentadoria ao final do ano letivo. Summers estava em licença desde novembro, após a divulgação de e-mails e documentos por autoridades americanas. Ele expressou estar ‘profundamente envergonhado’ por ter mantido contato com Epstein, embora não tenha sido formalmente acusado de qualquer crime. A repercussão do caso Epstein, que foi condenado em 2008 por exploração sexual de menores e voltou a ser preso em 2019 por tráfico sexual, continua a gerar discussões nas universidades e entre figuras públicas que tiveram relações com ele, mesmo que não estejam enfrentando acusações diretas. Recentemente, o Departamento de Justiça dos EUA divulgou mais de 3 milhões de páginas de documentos da investigação sobre Epstein, incluindo uma vasta quantidade de material gráfico, o que intensificou as reações nas instituições de ensino.
Fonte: Oeste












