O Resort Tayayá Porto Rico, localizado em São Pedro, Paraná, está no centro de uma polêmica após o empresário João Roberto Viotto, que detém 18% das ações e foi presidente da empresa, afirmar que existem desvios de até R$ 100 milhões. Segundo Viotto, não há comprovação para diversas despesas, levantando suspeitas sobre a gestão financeira do empreendimento. O resort, que já vendeu mais de 1,5 mil cotas a um valor total de R$ 220 milhões, está em fase de construção e deve contar com 240 apartamentos e 300 casas. A auditoria mencionada por Viotto destaca que não foram apresentadas notas fiscais e contratos que justifiquem esses R$ 100 milhões em saídas financeiras, além de identificar uma discrepância de R$ 7,6 milhões nos extratos bancários até dezembro de 2024. Viotto atribui os desvios a Patrick Ferro, atual presidente do resort, e à família Ferro, que se tornou sócia majoritária após adquirir a participação dos irmãos do ministro Dias Toffoli, do STF. A administração do resort rebate as acusações, classificando-as como “inverídicas” e “caluniosas”, alegando que Viotto busca retomar o controle da administração do empreendimento, do qual foi afastado devido a atividades suspeitas. Eles reafirmam que não há envolvimento de recursos públicos, e que a investigação deve focar em possíveis crimes como apropriação indébita. Essa situação evidencia a necessidade de uma apuração rigorosa e transparente, especialmente quando figuras ligadas ao governo estão envolvidas.
Fonte: Oeste











