A advogada argentina Agostina Páez foi acusada de injúria racial após ofender funcionários de um bar em Ipanema, no Rio de Janeiro, e retornou à Argentina nesta quarta-feira, 1º. O incidente ocorreu em 14 de janeiro, quando Agostina, de 29 anos, fez gestos racistas imitando macacos e utilizou a palavra “mono”, que em espanhol se refere a macacos, ao deixar o bar. A promotoria destacou que ela também proferiu ofensas racistas a outros funcionários, caracterizando três crimes distintos.
Apesar de continuar respondendo pelas acusações, a Justiça do Rio de Janeiro autorizou seu retorno ao país natal na última terça-feira, 31. A advogada teve seu passaporte devolvido, mas já havia sido presa temporariamente no dia 6 de fevereiro, sendo liberada sob a condição de usar tornozeleira eletrônica.
Agostina pagou uma fiança de R$ 97 mil, equivalente a 60 salários mínimos, um valor menor do que o proposto inicialmente pela Promotoria. O Ministério Público havia solicitado que ela pagasse aos três funcionários do bar um total de dez anos de salário mínimo, aproximadamente R$ 194 mil.
A decisão de permitir a saída da advogada foi tomada pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, sob relatoria do desembargador Luciano Silva Barreto, que ressaltou a importância de se cumprir as medidas cautelares. Agostina expressou arrependimento através da imprensa local, mas o caso levanta questões sobre a responsabilidade e as consequências de atitudes racistas em qualquer sociedade.
Fonte: Oeste







