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Advogada da Asfav pede anulação de processos do 8 de janeiro

A advogada Luciana Siebra, da Associação de Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro (Asfav), defendeu a anulação dos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro, afirmando que são “nulos desde o seu nascedouro”. Em entrevista ao portal Oeste com Elas, ela argumentou que a discussão sobre anistia não deveria existir, pois isso implicaria em um perdão para pessoas que, segundo ela, são inocentes. Siebra ressaltou que existem “provas robustas” de que não houve tentativa de golpe de Estado nas manifestações ocorridas naquela data, e que a narrativa contrária é uma tentativa de “emburrecer a nossa população”. Apesar de sua posição clara sobre a anulação, a advogada reconheceu que a anistia é um caminho possível no contexto atual, embora continue a lutar pela anulação dos processos. A Asfav, sob sua liderança, também apresentou um mandado de segurança ao Supremo Tribunal Federal, buscando obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a pautar a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, acreditando que este veto será derrubado. Siebra criticou o parlamentar por evitar o tema, alegando que ele tem medo de que o veto seja realmente derrubado. Além disso, a advogada mencionou a aplicação de multas exorbitantes, com casos de pessoas recebendo notificações de até R$ 15 milhões, algumas apenas por estarem estacionadas em postos de gasolina, devido a decisões do ministro Alexandre de Moraes. Ela também questionou os fundamentos jurídicos utilizados nas condenações, apontando contradições entre as alegações de “organização criminosa armada” e “crimes multitudinários”, que não se sustentam. Por fim, Siebra contestou a interpretação de que manifestações e faixas pedindo intervenção seriam tentativas de golpe, afirmando que as pautas são diversas e não se pode presumir o dolo dos manifestantes.

Fonte: Oeste

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