As exportações do agronegócio brasileiro totalizaram impressionantes US$ 10,8 bilhões em janeiro de 2026, representando 42,8% do total exportado pelo Brasil no período. Apesar de uma leve queda de 0,4% em comparação a janeiro de 2025, o setor conseguiu um superávit de US$ 9,2 bilhões. O volume de produtos exportados cresceu 7%, embora o preço médio tenha sofrido uma diminuição de 8,6%, reflexo da queda nos preços internacionais das commodities, conforme indicado pelo Índice de Preços de Alimentos da FAO. Importante destacar que o Brasil foi reconhecido como livre de febre aftosa sem vacinação e reestabeleceu o status de livre de influenza aviária, o que certamente contribuiu para esse desempenho positivo. Além disso, a retirada de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, como a carne bovina in natura, também teve um impacto favorável. Desde 2023, o agronegócio brasileiro abriu 535 novos mercados, com destaque para China, União Europeia e EUA como principais compradores. A carne, com US$ 2,58 bilhões em vendas e crescimento de 24%, liderou as exportações, enquanto o complexo soja também se destacou com faturamento de US$ 1,66 bilhão, um aumento de 49,4%. A carne bovina in natura, que alcançou US$ 1,3 bilhão em exportações para 116 países, teve um crescimento excepcional de 93% nas vendas para os EUA. Outros produtos, como glicerina em bruto e óleo de milho, também registraram recordes históricos, demonstrando a força do agronegócio brasileiro em um cenário desafiador.
Fonte: Oeste









