Em 2025, o cenário econômico brasileiro foi marcado por um expressivo aumento nos juros bancários, resultado direto da elevação da taxa Selic pelo Banco Central. A taxa média de juros cobrada pelos bancos em operações com pessoas físicas e empresas subiu 6,5 pontos percentuais, encerrando o ano em 47,2% ao ano. Esse aumento, o maior desde 2022, reflete uma política monetária mais rigorosa, visando o controle da inflação.
A Selic, que subiu 2,25 pontos percentuais ao longo de 2025, alcançou o maior nível em quase duas décadas, impactando diretamente o custo do crédito. Os bancos, por sua vez, não só repassaram esse aumento, como também elevaram suas taxas além disso. Nas operações com empresas, os juros passaram de 21,7% ao ano em 2024 para 25% ao final de 2025. Já para pessoas físicas, a taxa saltou de 53,1% para 60,1% ao ano.
O crédito bancário cresceu 10,2% em 2025, totalizando R$ 7,12 trilhões, mas desacelerou em relação ao ano anterior. O Banco Central já previa essa desaceleração devido à alta da Selic, que chegou a 15% ao ano.
A inadimplência também registrou alta significativa, atingindo 4,1% no final de 2025, um novo recorde desde o início da série histórica em 2011. Para pessoas físicas, a inadimplência subiu para 5%, enquanto para empresas aumentou para 2,5%. Esse cenário desafiante exige cautela dos consumidores e uma gestão criteriosa do crédito por parte dos bancos.
Fonte: G1 Economia












