A empresária Roberta Moreira Luchsinger, conhecida por sua amizade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a suspensão da quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático, uma medida aprovada pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A informação foi divulgada pela jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S.Paulo. O mandado de segurança foi protocolado no dia 3 e, na petição, os advogados de Roberta argumentam que a decisão carece de fundamentação sólida, uma vez que seu nome foi incluído sem a devida demonstração de vínculo com os fatos em investigação. Além disso, os defensores afirmam que a Polícia Federal já está conduzindo uma investigação sobre o caso, sob a relatoria do ministro André Mendonça, e que não haveria justificativa para ações simultâneas em diferentes instâncias. A defesa critica a aprovação de um ‘pacote indiscriminado’ de quebras de sigilo pela comissão. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, indicou que pagamentos de R$ 300 mil feitos à empresa de Roberta poderiam sugerir sua atuação como intermediária financeira de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, supostamente repassando valores para Lulinha, uma alegação que a defesa de ambos nega. O STF ainda não se manifestou sobre o pedido. A solicitação de Roberta foi protocolada após a revelação de que o ministro André Mendonça havia autorizado a quebra de sigilo de Lulinha em janeiro a pedido da PF. A defesa de Lulinha também nega envolvimento em fraudes e afirma que ele não cometeu irregularidades, informando que protocolou pedido no STF para acessar a decisão de quebra de sigilo e que pretende entregar voluntariamente os documentos ao tribunal.
Fonte: Oeste







