O ministro André Mendonça foi sorteado na noite de quinta-feira, 12, para assumir a relatoria do inquérito que investiga o caso do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele substitui o ministro Dias Toffoli, que decidiu se afastar da condução do processo após uma reunião convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, que apresentou aos ministros um relatório da Polícia Federal (PF) sobre dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. O documento menciona o nome de Toffoli e sugere pagamentos financeiros em seu nome, gerando controvérsia. Na reunião, que se estendeu por mais de duas horas, os ministros discutiram a situação e, ao final, divulgaram uma nota conjunta afirmando que não há fundamentos suficientes para a arguição de suspeição do magistrado com base nos elementos apresentados pela PF. Eles reconheceram a validade dos atos praticados por Toffoli na relatoria da Reclamação nº 88.121 e nos processos relacionados. Os dez ministros expressaram ainda apoio pessoal a Toffoli, ressaltando que ele atendeu a todos os pedidos da PF e da Procuradoria-Geral da República. A presidência do Supremo, por sua vez, tomará as providências necessárias para extinguir a ação correspondente e encaminhar os autos a Mendonça, o novo relator do caso. Após o envio do ofício da PF ao STF, foi protocolado um pedido de suspeição contra Toffoli, que negou qualquer impedimento e classificou o relatório como baseado em “ilações”, reafirmando sua posição anterior. Essa situação evidencia a necessidade de vigilância sobre a atuação do STF e suas implicações na política brasileira, especialmente em um momento em que a liberdade e a justiça são constantemente ameaçadas por narrativas distorcidas.
Fonte: Oeste








