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Argentina avança em integração econômica com tratado Mercosul-UE

A Argentina deu um passo importante na sua integração econômica ao aprovar, na quinta-feira, 12, o tratado comercial entre o Mercosul e a União Europeia na Câmara dos Deputados. A votação contou com 203 deputados a favor, 42 contra e 4 abstenções, ocorrendo pouco menos de um mês após a assinatura do acordo em 19 de janeiro. A proposta agora segue para as etapas legislativas subsequentes no país.

Esse tratado cria um bloco econômico que abrange mais de 700 milhões de pessoas, representando cerca de 30% do PIB mundial e 35% das trocas comerciais globais. Entre os principais pontos do acordo está a eliminação progressiva de 92% das tarifas para exportações do Mercosul para a União Europeia e 91% para importações do bloco europeu. No setor agrícola argentino, até 99% dos produtos poderão se beneficiar do fim das tarifas.

Diversos partidos políticos manifestaram apoio à aprovação do tratado, incluindo uma parte significativa dos deputados do Unión por la Patria, o principal grupo opositor. Germán Martínez, líder desse bloco, posicionou-se favoravelmente ao acordo. Juliana Santillán, presidente da Comissão de Relações Exteriores e integrante do partido La Libertad Avanza, enfatizou a importância de ampliar e facilitar o comércio, reduzir barreiras tarifárias e promover a segurança jurídica.

Damián Arabia, presidente da Comissão do Mercosul, destacou a relevância do acesso ao mercado europeu, afirmando que as medidas permitirão eliminar tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul para a UE e 91% das importações destinadas à Argentina. Contudo, o acordo também gerou críticas, como a do deputado Santiago Cafiero, que alertou sobre a abertura indiscriminada do mercado para a indústria, especialmente nas áreas metalmecânica e automotiva. No Brasil, o vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que a Câmara brasileira pode votar o acordo ainda em fevereiro.

Fonte: Oeste

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