A Argentina ratificou, nesta quinta-feira (26), o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, após a aprovação do texto pelo Senado, tornando-se o segundo país, depois do Uruguai, a concluir este processo. O tratado estabelece a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo os 27 países da União Europeia e os membros fundadores do Mercosul: Argentina, Uruguai, Brasil e Paraguai. Com uma votação expressiva de 69 votos a favor, 3 contrários e nenhuma abstenção, o Senado argentino finalizou a ratificação parlamentar do tratado, que foi assinado em 17 de janeiro em Assunção. Este acordo promete eliminar tarifas sobre mais de 90% do comércio entre os dois blocos, que juntos representam aproximadamente 30% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e somam mais de 700 milhões de consumidores. Brasil e Paraguai já iniciaram os trâmites necessários para que seus parlamentos ratifiquem o tratado nos próximos dias. No entanto, enquanto o tratado avança nos países do Mercosul, o Parlamento Europeu decidiu suspender a própria ratificação por tempo indeterminado no dia 21 de janeiro, encaminhando o texto ao Tribunal de Justiça da União Europeia para avaliar sua legalidade. A Comissão Europeia, sob a liderança de Ursula von der Leyen, pode optar por implementar o tratado de forma provisória, mas até o momento essa decisão não foi tomada. O processo no Parlamento Europeu enfrenta forte resistência e protestos do setor agropecuário, que se preocupa com a possível entrada massiva de produtos sul-americanos, como carne, arroz, mel e soja, no mercado europeu, em troca da ampliação das exportações de veículos, máquinas, queijos e vinhos do bloco para o Mercosul. Para mitigar esses riscos, a Comissão Europeia adotou uma série de salvaguardas para proteger setores considerados sensíveis.
Fonte: G1












