A Associação Brasil Parkinson divulgou um manifesto público, no início de abril, solicitando mudanças estruturais no tratamento da Doença de Parkinson no Brasil, que apresenta um crescimento alarmante. A Dra. Erica Tardelli, presidente da entidade, destacou a necessidade de um enfrentamento mais eficaz dessa condição, que já afeta mais de 200 mil brasileiros, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul prevê que mais de 1 milhão de brasileiros poderão ser diagnosticados com Parkinson até 2060.
O manifesto ressalta que, apesar dos avanços na medicina, o Parkinson continua a ser subdiagnosticado e frequentemente reduzido a um mero tremor, ignorando as profundas implicações na autonomia, comunicação e qualidade de vida dos pacientes. A associação alerta para o sofrimento silencioso de muitos brasileiros e as falhas no acesso a diagnósticos e tratamentos adequados.
Entre as propostas apresentadas, a entidade defende a ampliação do cuidado integral no Sistema Único de Saúde (SUS) e a implementação de políticas públicas sustentáveis baseadas em evidências. Isso inclui um diagnóstico precoce e qualificado, bem como a incorporação de terapias complementares, como fisioterapia e suporte psicológico, essenciais para a manutenção da funcionalidade dos pacientes.
Além disso, o manifesto chama a atenção para as desigualdades no acesso a terapias e acompanhamento contínuo, propondo uma mudança de paradigma no cuidado com a doença. A presidente da associação enfatiza que é crucial transformar o debate em ação, convocando a sociedade, gestores e profissionais de saúde a se unirem na luta por um tratamento mais humano e eficaz para os portadores da Doença de Parkinson.
Fonte: Oeste












