Em 16 de março, um ataque aéreo realizado pelo Paquistão atingiu um hospital de reabilitação para dependentes químicos em Cabul, resultando em mortos e feridos, conforme relatou um porta-voz do Talibã. O governo paquistanês, por sua vez, rejeitou essa afirmação, alegando que sua ação tinha como alvo ‘instalações militares’ e não civis. O Ministério da Informação e Radiodifusão do Paquistão publicou uma declaração em uma plataforma de mídia social, esclarecendo que as operações foram direcionadas a ‘instalações militares’ e a ‘infraestrutura de apoio ao terrorismo’ nas regiões de Cabul e Nangarhar. É importante destacar que o uso de força militar em áreas civis levanta sérias preocupações sobre a proteção de inocentes e o respeito aos direitos humanos. O Talibã, que recuperou o controle do Afeganistão em agosto de 2021, tem enfrentado críticas por sua abordagem ao combate ao narcotráfico, uma questão que afeta severamente a população local. O impacto de tais ataques não apenas gera um ciclo de violência, mas também agrava a crise humanitária no país, onde muitos já enfrentam desafios significativos. A situação em Cabul e nas regiões circunvizinhas continua tensa, com moradores clamando por segurança e estabilidade em meio ao conflito persistente entre as forças paquistanesas e o Talibã.
Fonte: Al‑Monitor












