Após 551 dias de prisão ilegal no El Helicoide, a ativista e advogada María Oropeza foi libertada no último domingo, 8. Ela estava ligada à campanha presidencial de María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, e ao partido Vente Venezuela. María foi detida em agosto de 2024 por agentes da Direção Geral de Contrainteligência Militar, sem qualquer mandado judicial, em um episódio que foi transmitido ao vivo nas redes sociais. Sua prisão faz parte de uma série de detenções politicamente motivadas que têm ocorrido sob o regime autoritário de Nicolás Maduro, sendo denunciadas por organizações de direitos humanos como arbitrárias e acompanhadas de relatos de maus-tratos. A libertação de María e de outros presos políticos foi anunciada pelo governo venezuelano em um contexto de crescente pressão interna e internacional por reformas e pela soltura de opositores. Durante sua detenção, María Oropeza se destacava na campanha de María Corina Machado, que venceu as primárias de 2023. O governo, sob a liderança interina de Delcy Rodríguez, também está considerando um projeto de anistia para outros presos políticos, visando a reabilitação de figuras que foram impedidas de participar da política, o que inclui a própria María Corina. A proposta abrange diversos crimes frequentemente imputados a opositores, mas exclui violações de direitos humanos. Desde a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, a libertação gradual de ativistas presos tem sido observada, com 383 indivíduos já libertados desde 8 de janeiro, enquanto mais de 680 continuam encarcerados, de acordo com a ONG Foro Penal.
Fonte: Oeste








