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Aumento alarmante de navios abandonados e suas consequências

Nos últimos meses, o mundo tem observado um crescimento alarmante no número de petroleiros e embarcações comerciais abandonadas por seus proprietários, um fenômeno preocupante que afeta diretamente a vida de marinheiros mercantes. Dados da International Transport Workers’ Federation (ITF) revelam que em 2016 foram registrados 20 navios abandonados, número que saltou para 410 em 2025, afetando mais de 6.000 marinheiros. A instabilidade geopolítica, incluindo conflitos e a pandemia de covid-19, tem gerado um impacto significativo nas cadeias de suprimento, levando algumas empresas a fecharem as portas.

Um dos fatores preocupantes por trás desse aumento é a presença das chamadas “frotas fantasmas”, embarcações muitas vezes de propriedade obscura, navegando sob bandeiras de conveniência e sem as condições adequadas de operação. Esses navios, frequentemente associados a países como Rússia, Irã e Venezuela, burlam sanções internacionais e expõem suas tripulações a riscos extremos. Um exemplo é o relato de um marinheiro russo que enfrenta a falta de alimentos em um petroleiro abandonado em águas internacionais, onde a ITF teve que intervir para garantir o pagamento de salários e o envio de suprimentos.

Além disso, a falta de responsabilidade dos Estados que autorizam essas bandeiras de conveniência é alarmante. A ITF destaca a urgência de uma maior cooperação internacional para proteger os direitos e a segurança dos trabalhadores do mar, que muitas vezes são deixados à mercê de contratos precários e condições de trabalho desumanas. O abandono de marinheiros não é um acidente, mas uma consequência direta da falta de regulamentação eficaz e da corrupção no setor marítimo, exigindo ações imediatas para garantir a dignidade e a segurança dos profissionais que navegam pelos mares.

Fonte: G1

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