O governo brasileiro anunciou, em uma coletiva na quinta-feira (12), uma série de medidas com o objetivo de mitigar os efeitos da alta dos preços do petróleo na inflação e evitar o desabastecimento do diesel. Uma das principais ações é um decreto que zera as alíquotas do PIS/Cofins sobre o diesel, o que representa uma redução de R$ 0,32 por litro. Além disso, o governo anunciou o aumento do imposto de exportação sobre o petróleo e uma medida provisória que prevê um subsídio de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores de diesel. Outra ação importante é a criação de novas medidas para fiscalizar como esses custos são repassados ao consumidor. Esse pacote de medidas surge em meio à escalada dos preços do petróleo no mercado internacional, especialmente em decorrência do recente conflito no Oriente Médio. Pesquisas indicam que os preços do diesel já subiram 7% na primeira semana de março em comparação com a última semana de fevereiro. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já está investigando o aumento dos preços da gasolina e do diesel, em várias regiões do país, mesmo sem alteração nos valores praticados pela Petrobras. Os preços do diesel são formados por uma combinação de fatores, sendo a remuneração das refinarias a maior parcela, seguida pelo ICMS, distribuição e revenda, biodiesel e impostos federais. A alta no preço do diesel pode impactar diretamente a inflação, uma vez que o diesel é o combustível predominante no transporte de cargas no Brasil, o que pode repercutir em preços mais altos de produtos e serviços para o consumidor. Especialistas apontam que a pressão inflacionária gerada por preços elevados do petróleo pode afetar o desempenho da economia e do mercado financeiro, resultando em juros mais altos e cautela nas decisões de investimento.
Fonte: G1












