As refinarias de petróleo na Costa do Golfo dos Estados Unidos estão enfrentando desafios significativos para absorver o súbito aumento nas importações de petróleo venezuelano. Isso ocorre após um acordo de fornecimento de US$ 2 bilhões entre Caracas e Washington no mês passado. Este excesso de oferta tem pressionado os preços, resultando em volumes que muitas vezes ficam sem compradores, segundo informações de operadores de mercado. A demanda mais fraca nos EUA se apresenta como um obstáculo para os planos do presidente Donald Trump, que busca direcionar grande parte do petróleo venezuelano para o mercado americano. Essa estratégia se intensificou após a captura do presidente Nicolás Maduro. As empresas Vitol e Trafigura, que receberam licenças do governo dos EUA para negociar petróleo venezuelano, estão enfrentando dificuldades na busca por compradores suficientes. Embora algumas cargas tenham sido vendidas, a relutância das refinarias americanas em comprar petróleo da Venezuela tem se mostrado um empecilho. O preço do petróleo venezuelano, mesmo com descontos, é considerado elevado em comparação aos concorrentes canadenses. Em janeiro, as exportações de petróleo venezuelano para os EUA quase triplicaram, mas ainda assim, a capacidade das refinarias para processar esse petróleo requer tempo e ajustes. As expectativas são de que a Chevron e outras empresas aumentem suas operações, mas a incerteza sobre o controle das vendas de petróleo da Venezuela persiste, especialmente com a possibilidade de novos acordos comerciais com a Índia, que estão sendo discutidos. A infraestrutura da PDVSA, embora possua as maiores reservas comprovadas do mundo, ainda produz apenas uma fração do que já foi capaz de produzir no passado.
Fonte: G1











