Os preços do petróleo no mercado internacional dispararam em meio ao aumento das tensões militares no Oriente Médio, especificamente devido aos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. De acordo com informações da agência Reuters, o preço do petróleo Brent, que é a referência internacional, subiu 10% no mercado de balcão no domingo, 1º, alcançando cerca de US$ 80 por barril. A CNN também reportou que, nas primeiras negociações de futuros, o Brent chegou a aumentar mais de 12%, atingindo aproximadamente US$ 82, antes de registrar um leve recuo para abaixo de US$ 80. Na última sexta-feira, 27, o preço havia fechado pouco acima de US$ 73.
Além do Brent, o petróleo negociado nos Estados Unidos também apresentou alta, subindo 8% para cerca de US$ 72 na abertura dos contratos futuros. Em contraste, os futuros dos principais índices de ações em Nova York recuaram aproximadamente 1%, enquanto as ações de empresas de energia cresceram em torno de 2%.
Analistas do setor estão prevendo novas elevações nos preços se o conflito se prolongar ou impactar a oferta global. Ajay Parmar, diretor de energia e refino dos Serviços Independentes de Inteligência de Commodities, alertou que o fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao mar aberto, será um fator crucial. Ele indicou que, se houver uma interrupção prolongada nesta rota, os preços poderiam se aproximar de US$ 100 por barril.
O Irã já emitiu alertas aos navios de não transitarem pela área, e muitos proprietários de petroleiros e empresas de petróleo suspenderam embarques na região. A BBC informou que pelo menos três embarcações foram atacadas ou sofreram explosões nas proximidades, levando cerca de 150 navios a aguardar em águas abertas por condições mais seguras. O The Guardian destacou que o bloqueio efetivo da rota causou a paralisação de operações portuárias na região, com a Maersk, uma das principais operadoras de transporte marítimo, suspendendo suas viagens e redirecionando seus navios. A interrupção do Estreito de Ormuz poderia retirar entre 8 milhões e 10 milhões de barris diários da oferta global, conforme estimativas de economistas.
Fonte: Oeste












