A Azul Linhas Aéreas anunciou na noite de sexta-feira (20) que finalizou com sucesso seu processo de reestruturação financeira voluntária e sua saída do Chapter 11, que é o equivalente ao processo de recuperação judicial nos Estados Unidos. A companhia informou que seu Plano de Reorganização, que foi aprovado pela Justiça americana, já está em vigor. A Azul destaca que sai do processo com um impressionante montante de US$ 850 milhões em novos investimentos, além de uma significativa redução de aproximadamente US$ 2,5 bilhões em dívidas e obrigações de arrendamento.
O CEO da Azul, John Rodgerson, ressaltou em seu comunicado que, em menos de nove meses, a companhia passou por uma reestruturação robusta que fortaleceu consideravelmente sua posição financeira, preparando a empresa para uma estabilidade a longo prazo. “Estamos saindo do Chapter 11 com o apoio de alguns dos mais respeitados parceiros financeiros e estratégicos da aviação global”, afirmou Rodgerson.
Na quinta-feira anterior, a Azul anunciou acordos que totalizam 300 milhões de dólares em investimentos provenientes de duas companhias aéreas americanas, a American Airlines e a United Airlines, que vão aportar 100 milhões de dólares cada. Além disso, a companhia também estabeleceu um acordo com credores existentes que envolve um investimento adicional de 100 milhões de dólares.
A estratégia da Azul inclui a conversão de parte de suas dívidas em ações, o que gerou certa volatilidade no mercado, com uma queda de até 70% na Bolsa de Valores em 8 de janeiro. No entanto, a empresa tem demonstrado um desempenho operacional sólido, com cerca de 800 voos diários, uma taxa de pontualidade de 85,1% e 32 milhões de clientes atendidos em 2025. Atualmente, a frota da Azul conta com 175 aeronaves, operando em 130 cidades.
Fonte: G1












