O Banco Central do Brasil anunciou a formação de uma comissão para conduzir um inquérito sobre a CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., anteriormente conhecida como Reag. Esta comissão, composta por três servidores da autarquia, tem um prazo inicial de 120 dias para concluir suas investigações, contados a partir de sua instalação. As nomeações foram publicadas em um ato assinado pelo diretor Gilneu Vivan, responsável pela organização do sistema financeiro e pela resolução da autoridade monetária. O objetivo do inquérito é apurar as causas que levaram a empresa à liquidação, bem como a responsabilidade dos controladores e administradores nos cinco anos que antecederam essa decisão.
O inquérito segue as diretrizes da legislação que regula as liquidações extrajudiciais. Em fevereiro, o Banco Central já havia instaurado uma comissão semelhante para investigar a liquidação do conglomerado Master. Durante o inquérito, a autarquia tem a prerrogativa de examinar documentos contábeis, arquivos e outros registros das instituições envolvidas, além de poder convocar depoimentos e solicitar informações de autoridades públicas, incluindo o Ministério Público.
Os ex-administradores da Reag terão a oportunidade de acompanhar o processo, apresentar documentos e fazer suas alegações dentro de um prazo estipulado. Ao final do inquérito, será elaborado um relatório que detalhará a situação da entidade, as causas de sua queda e possíveis prejuízos decorrentes da gestão. Se forem encontrados indícios de danos, o caso será enviado ao juízo competente para as devidas providências. Se a investigação não identificar prejuízos, o caso será arquivado no Banco Central.
Fonte: Oeste












