O diretor de Regulação e Organização do Sistema Financeiro do Banco Central do Brasil (BC), Gilneu Vivan, revelou nesta segunda-feira (9) que o BC planeja revisar algumas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como parte de suas entregas para este ano ou para o início de 2027. Durante um evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC) em São Paulo, Vivan também mencionou a criação de novas normas para a distribuição de títulos e a implementação de medidas adicionais para prevenir fraudes.
Essas declarações surgem em um contexto de pagamento de mais de R$ 40 bilhões em garantias pelo FGC a credores do Banco Master e do Will Bank, instituições que estão passando por liquidação extrajudicial. A liquidação extrajudicial é um processo onde o Banco Central encerra as atividades de um banco que não pode mais operar, com um liquidante assumindo o controle para vender ativos e pagar credores de acordo com a legislação.
No caso do Banco Master, a liquidação foi justificada pela deterioração financeira da instituição, que não conseguiu cumprir suas obrigações e descumpriu normas do sistema bancário. O Will Bank também enfrentou liquidação devido à sua situação financeira crítica, agravada por vínculos com o Banco Master. Apesar disso, Vivan assegurou que os problemas estavam restritos a essas instituições e que não houve impacto nas captações de outros bancos de pequeno e médio porte.
Vivan enfatizou que o caso do Banco Master trouxe lições importantes para o BC, incluindo a constatação de que o processo de liquidação demorou mais do que o desejado e que ainda se encontra sob questionamento. Ele destacou a complexidade da situação, que envolve cerca de 1 milhão de correntistas no caso do Banco Master e quase 7 milhões no caso do Will Bank. As investigações em torno do Banco Master estão em andamento, abrangendo possíveis fraudes e desvios de recursos, e têm atraído a atenção do Banco Central, do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: G1












