O Banco Central (BC), sob a presidência de Roberto Campos Neto, decidiu realizar auditorias externas nos precatórios do Banco Master após críticas do mercado sobre a validade e avaliação desses ativos. As auditorias, contratadas para investigar a veracidade e o valor dos precatórios, não encontraram irregularidades nos processos revisados. Os responsáveis pelas análises confirmaram que não houve inconsistências em relação aos valores contábeis dos precatórios, que são uma parte significativa dos ativos do banco, junto com empréstimos corporativos e certificados de recebíveis imobiliários (CRIs).
Em março de 2024, o Banco Central formalizou a exigência ao Master para que comprovasse a origem, existência e valores dos precatórios, além de detalhar o histórico de transferências desses direitos. Essa determinação foi registrada em um ofício do Departamento de Supervisão Bancária e está sendo acompanhada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que investiga os procedimentos do BC em relação ao Banco Master.
O TCU adiou o julgamento de um relatório que investiga o caso, aguardando apurações adicionais sobre ex-dirigentes do BC suspeitos de favorecimento ao banco. A KPMG, que atuou como auditora externa do Master até 2025, afirmou que não comentaria casos de antigos clientes, mas havia avaliado a documentação e a titularidade dos processos de forma adequada. Apesar das auditorias, membros do mercado consideraram as medidas do BC insuficientes e tardias, especialmente após uma resolução em outubro de 2023, que limitou o crescimento dos ativos do Master e fez com que a instituição interrompesse novas aquisições de precatórios.
Fonte: Oeste







