Documentos internos do Banco de Brasília (BRB) revelam que o Banco Master cancelou reuniões importantes e deixou de responder a cobranças formais, não esclarecendo pendências relacionadas a carteiras de crédito adquiridas pelo BRB. Durante o ano de 2025, o BRB tentou adquirir 58% das ações do Banco Master por R$ 2 bilhões, mas a transação foi impedida pelo Banco Central, que também prendeu o proprietário do Master, Daniel Vorcaro. Os relatórios do BRB, datados de 4 de abril e 19 de maio de 2025, indicam que o banco identificou inconsistências em repasses financeiros e falhas na documentação, o que levou a tentativas frustradas de resolver as pendências com o Banco Master. Apesar das várias tentativas do BRB de agendar reuniões para discutir as pendências, o Banco Master continuamente adiou os encontros, levando o grupo de trabalho a expressar preocupação com a falta de cooperação. Em visitas técnicas realizadas nas instalações do Banco Master, foram encontrados problemas significativos, como o controle das operações feito manualmente e a falta de informações precisas sobre contratos. Além disso, o BRB descobriu que muitas carteiras de crédito adquiridas do Master não eram de fato originadas pelo banco, mas sim de uma empresa chamada Tirreno, que havia sido criada recentemente. A situação levanta sérias questões sobre a capacidade do Banco Master de honrar seus compromissos financeiros, especialmente considerando que o BRB adquiriu R$ 12 bilhões em carteiras de crédito de baixo valor, que não possuíam garantias adequadas. O cenário é alarmante e exige uma análise rigorosa das operações realizadas pelo Banco Master, que parece estar se esquivando de responsabilidades e comprometendo a segurança financeira do BRB.
Fonte: G1







