O Banco Master transferiu a quantia de R$ 2,2 milhões ao engenheiro e economista Leonardo Porciuncula Gomes Pereira, que atuou como presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de novembro de 2012 até julho de 2017, em um período de governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Os pagamentos foram realizados entre 2022 e 2023, com depósitos mensais de R$ 102 mil, totalizando dez pagamentos em 2022 e doze em 2023. Essas informações estão registradas nas declarações de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica do banco, evidenciando a regularidade das transações. A CVM é a entidade responsável pela supervisão e regulação do mercado de capitais no Brasil, e o Banco Master opera dentro desse ambiente regulamentado, oferecendo produtos como Certificados de Depósito Bancário (CDBs). Em um desdobramento relacionado, em março, dois superintendentes da CVM pediram exoneração após uma análise interna que identificou falhas na supervisão de fundos e na coordenação interna da instituição. A CVM declarou que as exonerações ocorreram em um momento de renovação institucional e negou qualquer ligação direta com as operações do Banco Master. Essa situação levanta questionamentos sobre a transparência e a supervisão no setor financeiro, especialmente em tempos de crescente fiscalização sobre as práticas das instituições financeiras no Brasil.
Fonte: Oeste












