A Bayer, gigante farmacêutica e agroquímica, anunciou um acordo que pode chegar a 7,25 bilhões de dólares para encerrar litígios relacionados ao herbicida Roundup, que contém glifosato. Essa decisão surge em um momento crítico para a empresa, cujas ações caíram 12% após a divulgação do acordo, refletindo a incerteza do mercado. O CEO da Bayer, Bill Anderson, afirmou que este acordo pode ser um passo significativo para resolver os longos e complexos litígios que a companhia enfrenta desde a aquisição da Monsanto, em 2018, por 63 bilhões de dólares.
Os processos alegam que o uso do Roundup está ligado ao desenvolvimento de câncer, especialmente o linfoma não-Hodgkin. Apesar das alegações, a Bayer contesta a relação entre seu produto e a doença, e o acordo não inclui uma admissão de culpa. A proposta estabelece um programa de indenização que pode se estender por até 21 anos, com pagamentos anuais a um fundo especial.
Os valores que os demandantes podem receber variam conforme a gravidade da doença e o histórico de uso do herbicida. No entanto, especialistas ressaltam que a aprovação judicial e a adesão de um número mínimo de demandantes são cruciais para a eficácia do acordo. A Suprema Corte dos EUA também está prestes a decidir sobre o mérito geral dos processos, o que pode impactar diretamente as ações da empresa. O acordo oferece uma solução para a incerteza jurídica, mas muitos ainda questionam se os valores propostos serão suficientes para atrair a adesão dos demandantes, que já enfrentam um histórico de compensações baixas em processos anteriores.
Fonte: G1









