Em 31 de janeiro, o bloco de alianças políticas xiitas do Iraque, conhecido como o Quadro de Coordenação, reafirmou seu apoio ao ex-primeiro-ministro Nouri al-Maliki para liderar o próximo governo, mesmo diante de um aviso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Trump alertou que Washington não prestará mais auxílio ao Iraque se Maliki retornar ao poder.
O Quadro de Coordenação, que detém a maioria no parlamento iraquiano, escolheu Maliki como seu candidato para o cargo de primeiro-ministro após as eleições. Maliki foi o primeiro primeiro-ministro eleito do Iraque, assumindo o cargo após a invasão liderada pelos EUA que derrubou Saddam Hussein em 2003. Seu retorno ao comando do governo é visto com preocupação por alguns setores, especialmente considerando o histórico de sua administração, que enfrentou críticas por questões de corrupção e autoritarismo.
A decisão do bloco xiita de manter Maliki como candidato ocorre em um contexto político complexo, onde as relações entre o Iraque e os Estados Unidos estão sob tensão. As advertências de Trump refletem a crescente frustração de Washington com a influência iraniana no Iraque e a preocupação com a estabilidade da região. A postura firme do Quadro de Coordenação indica uma resistência a pressões externas, reafirmando seu compromisso com Maliki, que ainda possui uma base de apoio significativa entre os xiitas do país. Essa situação poderá levar a um embate ainda maior entre as forças internas iraquianas e as orientações dos EUA, evidenciando a delicada dinâmica política no país.
Fonte: Al‑Monitor












