Teerã, capital do Irã, foi descrita como uma cidade fantasma por seus habitantes, em meio a uma intensa ofensiva militar que resultou em centenas de mortes. Os bombardeios, realizados por forças dos Estados Unidos e de Israel, transformaram as ruas da capital em cenários desolados, com a presença predominante de pontos de controle de segurança e patrulhas da Guarda Revolucionária. Desde o início dos ataques, os moradores relataram um clima de medo e incerteza, com muitos se trancando em casa e evitando sair às ruas. Apesar das expectativas de líderes israelenses e americanos de que os ataques desencadeassem uma revolta popular contra o regime iraniano, conversas telefônicas com cidadãos de diferentes regiões do país não revelaram sinais de protestos iminentes. A situação reflete a complexidade da realidade iraniana, onde a repressão do governo e a falta de liberdade de expressão dificultam qualquer movimento de resistência. Embora o desejo de mudança exista entre muitos cidadãos, o medo da repressão e a desconfiança em relação a intervenções externas tornam a mobilização popular uma tarefa desafiadora. Assim, a esperança de um levante popular, tão aguardada por alguns líderes ocidentais, parece distante e sem fundamentos concretos no atual cenário. A situação em Teerã continua a ser monitorada, mas a ausência de manifestações populares é um indicativo da fragilidade da resistência interna diante da opressão do regime.
Fonte: Al‑Monitor












