A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) enfrentou uma grave perda ao deixar de manter a patente internacional da polilaminina, resultado de cortes orçamentários que ocorreram entre 2015 e 2016. A pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, responsável pelo desenvolvimento da substância, destacou que a falta de recursos levou à interrupção do pagamento das taxas necessárias para a manutenção da patente. O pedido inicial da patente foi feito em 2007, mas a concessão só ocorreu em 2025, resultando em um tempo de proteção muito reduzido, restando apenas dois anos de exclusividade no Brasil.
Tatiana explicou que, devido aos severos cortes implementados na educação durante o governo Dilma Rousseff, a UFRJ não teve condições financeiras para continuar a pagar as taxas internacionais, o que culminou na perda da proteção. “Parou de pagar, perde”, afirmou a pesquisadora, enfatizando a gravidade da situação. Com essa perda, empresas estrangeiras agora têm liberdade para reproduzir a tecnologia sem enfrentar restrições internacionais.
A polilaminina, uma substância promissora desenvolvida a partir da laminina, tem o potencial de devolver movimentos a vítimas de lesões medulares. No entanto, a falta de investimento e apoio adequado compromete não apenas a pesquisa, mas também a possibilidade de avanços significativos no tratamento de condições médicas graves. A situação da UFRJ ilustra a fragilidade do sistema de pesquisa e desenvolvimento no Brasil, que necessita de um financiamento robusto e contínuo para garantir a inovação e a competitividade no cenário global. O governo deve reavaliar suas prioridades para evitar que cortes orçamentários comprometam o futuro da ciência e da tecnologia no país.
Fonte: Oeste












