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Caciques do Congresso tentam enterrar CPI do Banco Master em troca de PL

Líderes do Senado e da Câmara dos Deputados estão tentando enterrar a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master, em uma manobra que visa priorizar a análise do Projeto de Lei (PL) da Dosimetria. Esse projeto tem como objetivo reduzir as penas dos indivíduos condenados pelos atos ocorridos em 8 de janeiro. A informação foi divulgada na segunda-feira, 23, pelo jornal Folha de S.Paulo.

A análise dos vetos ao PL depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que precisaria convocar uma sessão conjunta com os deputados. Desde o início do ano legislativo, Alcolumbre tem buscado adiar essa sessão, enquanto o presidente da Câmara, Hugo Motta, também se mostra favorável ao cancelamento da investigação sobre o Banco Master.

A resistência de Alcolumbre é notável, especialmente após a Polícia Federal ter deflagrado uma operação que investiga possíveis ilegalidades nos investimentos da Amapá Previdência no Banco Master. O presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, que foi tesoureiro da campanha de Alcolumbre, está sendo investigado, o que levanta questões sobre sua relação com o senador.

Recentemente, o senador Flávio Bolsonaro assumiu as articulações para aprovar o PL da Dosimetria, em colaboração com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Se o projeto avançar, a pena que o ex-presidente Jair Bolsonaro enfrentaria em regime fechado poderia ser reduzida de 6 a 8 anos para até 2 anos e 4 meses. Essa proposta beneficiaria também outros condenados pelos eventos de 8 de janeiro.

Para que o veto ao PL da Dosimetria se mantenha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisaria garantir o apoio de 257 deputados e 41 senadores, uma tarefa complexa considerando que 291 deputados já aprovaram o texto inicial na Câmara, e o Senado contou com 48 votos favoráveis.

Fonte: Oeste

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