O colégio de líderes da Câmara dos Deputados chegou a um consenso esta semana para manter a estrutura atual das comissões permanentes da Casa. A decisão foi tomada durante uma reunião realizada na quarta-feira, dia 28. A proposta para a continuidade da divisão foi apresentada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o objetivo de evitar uma renegociação extensa entre os partidos, permitindo que as comissões sejam formadas rapidamente quando os trabalhos legislativos forem retomados na próxima semana.
No entanto, há uma exceção a esse acordo: o Partido Liberal (PL) e o Partido Social Democrático (PSD) acertaram uma troca nas lideranças das comissões de Agricultura e de Minas e Energia. Dessa forma, o PSD assumirá a presidência da Comissão de Agricultura, enquanto o PL ficará responsável pela Comissão de Minas e Energia.
Com essa divisão, o PL se destaca como o partido com maior número de comissões, ocupando a presidência de cinco colegiados, incluindo, além das mencionadas, as comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional, Saúde, Turismo e Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.
Adicionalmente, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara permanecerá sob o comando do União Brasil, uma vez que essa comissão é crucial para a análise da constitucionalidade e legalidade das propostas. Por outro lado, o Partido dos Trabalhadores (PT), dentro da federação PT-PCdoB-PV, ficará com a presidência da Comissão de Finanças e Tributação (CFT), que é essencial para a avaliação da compatibilidade financeira de projetos que possam ter impacto orçamentário. Os três partidos da federação também dividirão as comissões da Amazônia e Povos Originários, Cultura, Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Fiscalização Financeira.
Fonte: Oeste











